sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Serviço Nacional de Informação de Massas

Contexto:
Programa do Goucha
Crónica Criminal
Eu sentada à mesa a comer um Cozidinho Divino!
Caso do homem que se regou e também à mulher com gasolina e pegou fogo.

1º Disparate (na minha modesta opinião), diz o Goucha - "As mulheres também são culpadas, porque se se calam quando o companheiro exerce sobre elas violência, é quase como se estivessem a ser coniventes"
Ora, graças a Deus, eu não sei o que é ser agredido por alguém que gostamos, nem tão pouco alguma vez assisti a esse tipo de comportamentos, mas imagino que sendo alguém que amamos, não falamos porque acreditamos sempre que houve um motivo, ainda que nunca válido para semelhante. Acredito que o arrependimento e pedido de desculpa que vem depois seja percebido como sincero e como indicador que as coisas vão mudar no futuro.
Quando a esperança morre e o comportamento não muda, estou convicta que o medo toma conta da vítima, a vergonha, o desespero e, quem sabe, um ou outro pensamento de que o companheiro, coitado, tem problemas e que talvez ela nem esteja a ajudar.
São situações tão delicadas, sensíveis, tristes que não deviam ser comentadas levianamente.

2º Disparate, diz uma advogado que agora é lá comentador - "Exactamente, as mulheres são conivente e quando não falam estão a cometer um Auto-Suicídio..." Desculpe? como disse? Comment?? I beg your pardon??? O que raio é um AUTO SUICÍDIO?????

É um suicídio automático?? É um suicídio 2x, o chamado duplo suicídio?? É um suicício mais grave porque não só foi levado a cabo pela pessoa mas também por si própria???

Valha-me o Divino....

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Blerg vs Delíciaaaaa

Quando era miúda sonhava que um dia, quando vivesse na minha própria casa, JAMAIS em tempo algum iria voltar a comer Pescada Cozida.

Jurava a pés juntos que a minha alimentação iria alternar entre batatas fritas e massa, coisas boas, lasanha, fondue, mooontes de massa folhada.

Qual saladas, qual quê...


Hoje em dia, na minha própria casa comemos, por vontade própria em com livre arbítrio: Pescada Cozida, Saladas, Arroz de Pencas, Arroz de Brócolos, Bacalhau no forno e, pasme-se, ontem fizemos uma bela de uma Açorda de Marisco (vá, ok, estava cheiinha de pão, os camarões eram dos cozidos e já sem casa e a pescada eram aqueles medalhões prontos a cozer, mas foi a nossa primeira Açorda e estava bem boa).


O que já nem me lembro de comer em minha casa...batatas fritas....


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Os clássicos que ainda encantam

A Delicinha pede sempre para ver o Panda ou o Ruca no meu telemóvel.

Temos regras no que toca a este tipo de vontades: não vê quando quer nem tão pouco pelo tempo que quer (que seriam horas sem fim), mas também não somos intransigentes ao ponto de nunca permitir que ela veja desenho animados no telemóvel ou na televisão.

No outro dia ela estava particularmente enérgica e nós nem conseguíamos almoçar, nem conversar, nem nada. Como não tínhamos nenhum livro à mão, ou folhas e lápis, pusemos o telemóvel em frente a ela e lembrei-me da música dos sapos do Paul Mccartney. Ela nunca tinha ouvido e fico deliciada a ouver (ouvir e ver)muito atenta....e calada.

Agora, de vez em quando lá vem pedir a música dos "Papus", e o mais engraçado é a forma como ela reage música que, ainda não estando a tocar o video, já ela está a balançar e a fazer "pum pum puuumm".




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Que pulha Lopes

...quando queres escrever um mail a explicar uma situação para solicitar informações específicas e rigorosas e as palavras não te chegam à mioleira....

Bem, poderá estar relacionado com o fantástico jantar de ontem com o meu agente israelita e mulher. Eles estavam de visita ao Porto e convidei-os para jantar e mostrar a cidade.

Uma vez que ele não comem carne (por opção não por religião), não lhes pude apresentar a Francesinha, mas degustaram umas belas Petinguinhas, e uma Açorda de Marisco de comer e chorar por mais.
Se comemos bem, bebemos ainda melhor, um tinto do Douro (ou não estivéssemos no Porto), e um Alentejo para que pudesse saborear os diferentes taninos.
Terminamos a refeição a oferecer uma aguardente que ele nunca tinha provado e ficou muito curioso.

Eles chegaram vindos de Lisboa, passaram por Sintra, Óbidos, Tomar, Ciombra(por mais que corrigisse CO-IM-BRA, eles não conseguiam chegar lá) e estavam maravilhados com as belezas do nosso país.

Foi um jantar descontraído, animado, divertido. Trocamos experiências e comparamos as nossas cidades PORTO e TELAVIV. As modernices, os atrasos, a segurança e a falta dela. Coisas que damos como garantidas aqui como o entrar e sair de um Centro Comercial de forma livre e espontânea, em Israel são revistados antes de entrar. Também são revistados a entrar em Estádios, Hospitais e outros locais públicos.

Aqui eles sentem-se seguros, livres, confiantes e ficam admirados com a beleza do nosso país.

A mim coube-me mostrar-lhes o Porto.

Tenho orgulho na minha cidade e gosto de apresentá-la a quem nos visita mostrando o que os turistas normalmente não tem acesso e fico ainda mais orgulhosa quando eles ficam deslumbrados por esta Cidade Invicta de Tripeiros e Dragões.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A Delicinha está doente

Domingo foi dia de forrobodó!

Almoçamos na minha mãe e depois fomos para o terrenos apanhar couves...literalmente (eles...que eu nem sou muito dada à ingrícula).
Foi um dia em cheio onde houve apanha de tomate e esmagamento dos mesmos; tentativa de apanha de abóboras com o triplo do peso dela; muita mão na terra, e consequente mão na boca; muito andar para trás e para a frente; apanhou alfaces, beringelas, couves,..., andou de carrinho de mão empurrada pelo pai, partilhou a boleia com os primos...e o pai continuava a empurrar, enfim, um dia em cheio.

Chegamos a casa, e nem passou pela casa de partida e foi diretamente para a banheira. Comeu a sopa e foi dormir.

Resultado da aventura?? Na segunda-feira estava com febre...super bem disposta e reguila, como o costume, mas a ferver....que nervooooosss....


terça-feira, 29 de agosto de 2017

O que não nos mata...

Na casa dos meus pais mora o Chester, um cão novinho, lindo e cheio de energia.
Esta é daquelas histórias que nos custam a engolir. O Chester, com, aparentemente, 2 meses de vida, foi encontrado no lixo magérrimo, triste, sozinho.
Mal teve conhecimento da história o meu irmão não pensou duas vezes e só descansou quando trouxe o cão para casa.
Quando cheguei do Algarve (o bicho estava na casa há 5 dias) fiquei arrepiada. Se nas fotos ele parecia pequeno...era ainda mais pequenino e triste...tão triste. Não ladrava, não corria atrás de nós...nada...
Como é que alguém consegue fazer semelhante a um Ser Vivo...

Com muito Amor, Carinho e Dedicação o cão tem vindo a espevitar, crescer, engordar e já brinca que é uma loucura...até demais, só quer brincadeira.

A Delicinha, no início, tinha medo. Com muita paciência e sem pressionar, fomos habituando um ao outro e agora...ao fim de nem um mês são melhores amigos...às vezes até demais.
Sendo que receio sempre que ele a morda já que é muito pequenino (e é um animal sem treino) e ela também é muito pequenina (e é uma criança sem treino ;)), o certo é que mesmo com poucos meses ele reage diferente à beira dela. 
Quando eu chego salta-me, quando a ponho no chão vira estátua.
Quando lhe fazemos festas só rodopia e tenta mordiscar as nossas mãos, quando é ela...vira estátua.
Ela dá-lhe biscoitos na boca, quer dar-lhe a ração de colher, faz-lhe festa e dá abracinhos.

Hoje ela estava a comer um bocado de queijo e ele à frente dela a olhar e ela estendia a mão para ele cheirar o queijo...e ele lambia a mão...e ela levava a mão à boca e comia o queijo.... ai....o que não nos mata, torna-nos mais fortes....pelo menos assim o espero.
Antes
 Agora


(nota: o cão já está vacinado)

Beleza a quanto obrigas

A Delicinha, de manhã ao sair de casa, quer sempre levar algo para casa da avó. Às vezes, é um boneco, às vezes são vários; umas vezes elásticos de cabelos, outras garrafões vazios de água, enfim.
Ontem quis levar pulseiras, da mãe claro está.
Estávamos já no carro e a caminho e ela desata a chorar. Do espelho consigo ver que ela enfiou um pulseira de elástico no braço e, com este em riste, choraaaaaavaaaaa.
Resultado, o elástico estava a trilhá-la e eu...só me ria.

Quando parei o carro e lhe tirei a pulseira assassina do braço ensinei "Meu Amor, habitua-te, às vezes para andarmos lindinhas, fazemos sacrifícios", ela compreendeu perfeitamente e atirou a pulseira ao chão imediatamente.