quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Help

Preciso que alguém, de forma altruísta e com a convicção que me fará um favor e que, portanto, não será responsabilizada criminalmente, me fure os olhos com uma agulha de fazer malha.

Não que tenha alguma coisas nas vistinhas, até vejo muito bem, mas é que tenho um problema...e grave...é que os meus olhos não se adequam à minha carteira.
Nas raras ocasiões que vou às compras (DETESTO COMPRAS) tudo o que vejo e gosto é caríssimo...

Ando a ver prendas para o Parolo que faz anos para a semana. 
A intenção é boa, o que vejo maravilhoso, as ideias são mil, as possibilidades imensas...já a carteira....ui...pequeniiiiiina.

Pronto, ok, se não me querem furar os olhos, iniciem uma campanha mundial de recolha de participações na prenda fantástica do Parolo.

Desde já, o meu muito obrigada! ;)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

AL / DL #5

AL - Acabava de jantar, arrumava a cozinha e ia vegetar para o sofá. A maior parte das vezes chegava mesmo a adormecer tranquilamente.

DL - Acabo de jantar, arrumo a cozinha com uma sombra que insiste em querer ajudar-me....desajudando, claro.
Depois vamos brincar, ler livros, desarrumar tudo. A seguir vamos preparar para a cama - trocar a fralda, vestir o pijama, lavar os dentes, mãos e cara.
Chegamos ao quarto e o que acontece depois pode ser:

1 - Ela chora baba e ranho que não quer dormir, e enquanto berra deita-se e pufffff adormece;

2 - Ela dá beijinhos e fica mimalha e deita sem problemas e adormece;

3 - Igual ao anterior mas de vez em quando vai pedindo "Mamã, mão" e estende-me aquela mãozinha deliciosa;

4 - Deito-a na cama dela...ela não está a dormir mas está calma....e a primeira a adormecer...SOU EU...

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

É que ainda rio quando me lembro

Esta é daquelas histórias que só quem está presente é que acha graça. Daquelas que contadas, e então escritas, perdem pela falta de vivência da situação...e das caras do Parolo.

Uma delas foi a do Isidro que já contei, mas este fim de semana, o Parolo fez das suas de novo.

No Sábado deixamos a Delicinha Parolinha na minha sogra e fomos passear. Subimos pela marginal do Douro até Entre-os-Rios, sem capota, um sol maravilhoso, a companhia ideal, boa disposição, em suma, uma maravilha.

Passeamos, namoramos, conversamos, rimos. Ao fim do dia regressamos (ainda não achamos muita graça em dormir sem a miúda)mas ainda deu tempo para uma Sangria e uma Bruscheta com vista para o mar.
Ao sair do Xiringuito e a caminho da minha sogra, demos de caras com dezenas de motas em grupo. Um dos motards atravessou-se na estrada para que os outros pudessem entrar na via sem se perderem uns dos outros.
Quando terminou o cortejo o Parolo avançou e colocou-se ao lado da cauda final do grupo e, não sei porque ideia luminosa, deu 2 acelaradelas (o carro em que estávamos é um clássico e faz um barulho maravilhoso) o que se ouviu depois foi...Nada...N A D A...a não ser a minhas gargalhadas e eu a dizer "Que bargonha (mentira que não falo assim)!!!"

Bem...a cara dele quando os motards não reagiram, a cara dele a olhar para mim a gozar com ele, a cara dele a desejar que pudesse de qualquer forma fazer o tempo andar  para trás...foi imperdível, glorioso momento em que, mais uma vez, me ri dele e com ele.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Passadeiras vs Passeadeiras

Se há coisas que me irritam mais que os ciclistas nas suas lycras no meio da estrada, são os peões nas passadeiras.
Sendo que a maior parte dos meus encontros são com pessoas normais e cívicas, há sempre aquelas aves raras que não atravessam a rua, desfilam em slow motion pela passadeira de asfalto às riscas.

PORQUÊ???? PORQUÊ????

Será que terem o direito de prioridade quando estão na zebra lhes dá o direito universal de tomarem o tempo dos demais?? 
Há um objetivo, ir do ponto A para o ponto B, de um lado da rua para o outro. Será assim tão difícil fazê-lo de forma concentrada e rápida?
Ou vão ao telemóvel...ou vão a comer....ou vão a pensar na morte da bezerra... e quando lhes damos uma apitadela gritando "isto é uma passadeira, não é uma passeadeira" olham para nós como seres irascíveis, monstros que por terem carros se acham melhores que os outros.
Não é isso senhores, não é um complexo de superioridade, é apenas um impedimento prático de algo que deveria ser muito simples - atravessar a rua, ponto.

Perto de minha casa, em frente ao Centro Hípico do Porto, há uma passadeira super mal colocada. Está numa curva.
Quem vai se Leça para a A28 a dita está na subida mas está num local, quase um ponto cego do carro. Quando subimos estamos a curvar o carro e a zebra fica atrás da coluna A do carro (aquela entre a porta do condutor e o vidro da frente) e só quando estamos em cima dela é que vemos se tem alguém a atravessar (no sentido contrário, quem sai da autoestrada, a zebra fica no meio da curva na descida - um perigo, enfim...).
No outro dia, com o Parolo, estamos a sair de Leça e quando demos por nós paramos porque estava uma rapariga a atravessar...perdão, uma top model de uma marca internacional, tal era a lentidão com que se bamboleava pela passadeira. 
Ele parou para ela passar, mas era tal o arrastamento da criatura que levou uma buzinadela, é que não é nada, mas a lesmice dela podia originar um acidente do caneco. Um carro que estivesse a subir atrás de nós, como não tem visibilidade, poderia bater-nos na traseira.

Isto já para não imaginar que tinha a Delicinha no carro e se fosse algo de muito grave...nem quero pensar.

Voltando a buzinadela, o carro apitou, ela olhou..... e nada...ignorou-nos...pronto...levou uma aceleradela que até pinchou...ora porra...

Notem, não sou contra as passadeiras e acho que elas devem existir e devem ser respeitadas. Já testemunhei uma senhora a morrer atropelada por falta de passadeira; já testemunhei uma mãe com um filho ao colo a não ser colhida na passadeira por milagre (ela aproximou-se da passadeira, os carros pararam e ela avançou e de repente aparece um carro a acelerar por ali fora. Ela não foi colhida porque, por instinto, por mão divina, sei lá eu, parou a tempo).
Mas acredito que as pessoas têm que estar atentas e terem um comportamento cívico, lembrem-se, estão a ir do PONTO A para o PONTO B, não estão a mostrar ao mundo a colecção Outono-Inverno.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Oh Inclemência...

Oh Martírio...mas porque não posso ter nascido zilionária e estar SEMPRE de férias???

É só a mim que custa o regresso à dura realidade do trabalho ou há mais alguém que esteja em tristeza profunda por já não poder estar de chinelo no pé e papo para o ar?

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

ISIDRO

Ontem fomos às compras (o frigorífico estava na penúria).

O Parolo foi à Charcutaria comprar fiambre com a Delicinha.

Eu fui buscar mais umas coisas para juntar ao que já lá tínhamos.

Estou a chegar à beira do Parolo e chega também a vez dele de pedir o fiambre:

- ...75
- Sou eu. Queria fiambre.
- De qual?
- Perna
- Que marca?
- Pode ser esse (olha de relance para a montra) - ISIDRO
Eu começo a rir, a senhora esboça um sorriso e ele corrige IZIDORO, IZIDORO.

Nota 1 - agora parece que temos que tirar um curso de charcutaria para escolher o fiambre...credo...

Nota 2 - Ele sabia lá que fiambre queria...era fiambre e pronto

Nota 3 - por acaso até costumamos comer da Nobre....tipo há anos...mas ok...

Já fui e já vim!

E que boas foram as minhas férias...
Se descansei? Bem, não acordei de madrugada a correr para tomar banho, vestir e ir trabalhar.... Não tive assim muitas horas marcadas, tirando a hora dos biberões, da sopa, etc, mas não se pode dizer que descansei, mas pelo menos a rotina era diferente.

Foram umas férias diferentes do habitual, não estávamos só os dois a fazer o que nos dava na real gana, mas foram umas férias muito ricas e cheias de coisas boas.
Com a Delicinha não podemos ir para a praia a qualquer hora, não podemos vegetar o tempo todo, entrar no carro e ir sem destino e sem tempo, mas, com a Delicinha, passamos os melhores momentos do mundo, vemo-la a desenvolver-se a cada dia, a aprender coisas novas. A coragem de entrar no mar sem medo, ao contrário do pai, a brincar nas pocinhas, a transformar-se num croquete humano.

Depois os primos juntaram a nós, foi fantástico. O amor que eles têm uns pelos outros é enternecedor. Se os irmãos às vezes se pegam, com a Delicinha são de uma ternura impressionante.

Mas praiamos, piscinamos, passeamos, rimos, dormimos, gozamos e, num ápice, passaram as 3 semanas e estamos de volta à dura realidade dos horários mas, mesmo assim, uma dura e boa realidade.