O tempo é implacável!
Há momentos que queremos prolongar no tempo, em que tentamos fechar as mãos e parar a passagem dos minutos com sofreguidão para que se prolongue o nosso prazer, mas não há maneira. Os anos, os meses, as semanas, os dias, as horas, os minutos, os segundos passam numa cadência assustadora.
Assustadora é também a nossa percepção dessa passagem, quanto mais rápido queremos que ele passe, mais doloroso é o arrastar dos passos dos ponteiros.
Se há vezes que já não conseguimos precisar há quanto tempo não estamos com alguém, quando fizemos isto ou aquilo, há datas que nos marcam e que no nosso relógio interno e mental registam a chegada daquele preciso momento como os relógios dos columbófilos que marcam a hora exacta da chegada de cada pombo com a colocação da anilha na ranhura.
Ontem fez cinco anos que morreu o meu avô materno....mas como cinco anos se tudo aconteceu anteontem?
Está bem fresco na minha memória o telefonema que recebi do meu pai a dizer que algo se passav…
Há momentos que queremos prolongar no tempo, em que tentamos fechar as mãos e parar a passagem dos minutos com sofreguidão para que se prolongue o nosso prazer, mas não há maneira. Os anos, os meses, as semanas, os dias, as horas, os minutos, os segundos passam numa cadência assustadora.
Assustadora é também a nossa percepção dessa passagem, quanto mais rápido queremos que ele passe, mais doloroso é o arrastar dos passos dos ponteiros.
Se há vezes que já não conseguimos precisar há quanto tempo não estamos com alguém, quando fizemos isto ou aquilo, há datas que nos marcam e que no nosso relógio interno e mental registam a chegada daquele preciso momento como os relógios dos columbófilos que marcam a hora exacta da chegada de cada pombo com a colocação da anilha na ranhura.
Ontem fez cinco anos que morreu o meu avô materno....mas como cinco anos se tudo aconteceu anteontem?
Está bem fresco na minha memória o telefonema que recebi do meu pai a dizer que algo se passav…